terça-feira, janeiro 12, 2010

Algumas linhas deprimentes de auto-piedade

Se eu já não soubesse que é normal eu acharia que esse aperto no peito vai me matar. Eu tinha esquecido como dói, porque os últimos meses foram tão bons e eu fui tão feliz brincando de pessoa normal num relacionamento normal onde as coisas dão certo. Por um minuto eu cheguei a pensar que era paranóia essa coisa de achar que comigo sempre dá errado. Mas bom, minha ilusão acabou e a plaquinha de ‘bem-vinda ao mundo real’ apareceu. Eu sou mais uma vez aquela que se deixa levar, faz burrada e morre chorando no fim da história. Esse final já virou clichê, mas eu ainda não aprendi como faz pra parar de doer. Não sei o que fazer pra essa vontade de chorar ir embora. Acho que a única coisa que está ao meu alcance no momento é esperar. O que exatamente eu não sei, mas eu não tenho mais forças pra essa coisa de morrer um pouquinho todos os dias. Não há mais lugar para tantas decepções na minha estante, nem há lugar em mim pra tudo isso. Pode parecer depressivo e exagerado da minha parte, mas eu também não ligo pro que os outros vão pensar. Porque os outros não vão estar aqui de noite quando eu não conseguir dormir, nem vão estar do meu lado pra me dar apoio quando eu só fizer o possível pra me manter muito bêbada. Então foda-se essa “obrigação” de parecer normal. Porque se ser normal significa essa coisa sem sal de amar pela metade, de se contentar com meio amor e uma trepadinha de vez em quando eu nem faço questão de ser normal. Eu gosto das coisas fortes, intensas, por mais que seja essa dor sem nome que eu sinto agora. Me incomodo sim com aqueles que amam só com o coração e no máximo doam o corpo a um relacionamento. E me incomodo mais ainda com aqueles que fingem pros outros e até pra eles mesmos que amam. Devo realmente ser de outro planeta, mas quer saber? Não faço questão de ser daqui, pois aqui as pessoas são hipócritas e fúteis e vivem relacionamentos superficiais que não passam de aparência. Desculpem-me por dividir com o mundo a minha plaquinha de ‘bem-vindo ao mundo real’, mas a verdade é que nenhum desses casaizinhos com cara de comercial de margarina é realmente feliz. Também, como diabos haveriam de ser? Mas essa besteirada hipócrita já não me interessa mais. Fiquem todos aí com os sorrisinhos afetados de pessoas apaixonadas, mas contentem-se porque isso é tudo que a mentira pode proporcionar. Pelo menos o meu sofrimento é verdadeiro e nem um pouco superficial. É por isso que eu sempre vou preferir a vida fora da bolha, mesmo que ela machuque.

4 comentários:

  1. De todas as dimensões sociais que vivo na internet, twitter, orkut, formsprig, msn... A mais apreciada por mim é a dos blogs e ovcê queria tanto te abraçar e dizer: Te entendo. Barreiras fisicas impedem os contatos virtuais.

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  2. Caralho, escrevi sobre isso hoje. Ando revoltada com essa mania de se contentar com pouco que esse povo tem. x___x

    ''de se contentar com meio amor e uma trepadinha de vez em quando eu nem faço questão de ser normal.''

    AMEI

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  3. ''de se contentar com meio amor e uma trepadinha de vez em quando eu nem faço questão de ser normal.'' [fodah!!!]

    Suas palavras transpiram sentimentos.
    Já que existe sexo virtual, há também de existir uma "bebedeira virtual". Você ai e eu aqui, ambos acompanhados das bebidas que mais gostamos exorcizando as regras/costumes/mentiras e verdades sociais que realmente nos impedem de ser.

    Topas?

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  4. to chocada, sério, e quase (mas ainda bem que só quase) que meus olhos se encheram de água. é que meio que tenho medo de ser a menininha do comercial de margarina ¬¬ valeu por me fazer colocar os pés no chão de novo haha.
    então, é super estranho uma estranha vir aqui e falar muita coisa, né? mas ainda bem que você não gosta de nada que é normal :) tenho essa péssima mania de sair interpretando as pessoas sem necessidade haha. é só um comentário, li seu perfil e o jeito como você se descreveu. lendo assim, de cara, você parecia aquele coração duro sabe, não coração duro, não uma pessoa ruim, mas independente, ah, não sei me expressar haha. e lendo seu texto, você parece tão, tão, ah, não tem outra palavra, você parece ser tão fofa. haha. agora ignora tudo isso ta? beijs

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