domingo, novembro 08, 2009

Eu não sou igual a nenhuma menininha bestinha.

Eu já pensei em mudar meu jeito pra ser como as menininhas bestinhas que eu vejo por aí. Pensei em parar de escrever, parar de pensa, de dizer o que eu penso. Pensei em não gostar mais de futebol. Pensei em não dormir demais, em estudar mais. Pensei em abandonar o rock, parar de beber, parar de fumar e fingir que não gosto de sexo. Pensei em ser falsa e pagar pau pra todos os meus pseudo-amigos. Cara eu já pensei tantas bobagens nas minhas crises existenciais. Pensei tanto que até cheguei a uma conclusão: foda-se o mundo e as menininhas bestinhas. Eu não tenho que agradar ninguém e nada me dá mais prazer que ser como eu sou (NADA mesmo). É aí nessa loucura toda que está a minha essência, e ela é incrivelmente encantadora pra quem consegue compreendê-la. Pode ser que um dia eu me arrependa. Na verdade acho que num futuro bem próximo eu vou parar e me perguntar se valeu a pena tudo isso. E aqui já fica registrada a minha resposta: valeu sim! Valeu muito a pena cada porre, cada aula que eu matei pra ficar dormindo, cada “amigo” que eu perdi por ser sincera, cada fim de semana que eu fiquei em casa vendo jogo do Grêmio. Valeu foder meu pulmão com alguns cigarros, e foder minha reputação por algumas horas de sexo sem compromisso. Valeu tudo que eu deixei de fazer pra seguir uma banda pra tudo que é canto. Valeu porque eu não abri mão de ser eu e me fazer feliz por nenhum segundo. Não me importam as opiniões nem as pressões alheias. Não é que eu ignore totalmente o que pensam de mim, ninguém consegue esse feito. Essas opiniões apenas não tem poder de afetar minhas atitudes. Algumas pessoas acreditam que a personalidade das pessoas é influenciada pelo meio em que ela vive. Eu não acredito, porque eu não odiaria menos o comunismo vivendo em Cuba, não gostaria menos da liberdade vivendo em algum país árabe, nem perderia minhas tendências ao alcoolismo vivendo em um convento. Minha personalidade não é algo mutável, nem para o bem nem para o mal. Eu posso mudar conceitos, desejos e amores. Mas não mudo o que eu sou na essência. Eu sou apaixonada demais por mim mesma para mudar isso. Então que cada um escolha entre me amar ou me odiar, porque eu não costumo dar margem a meio termo.
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