domingo, novembro 29, 2009

Constatações de uma semana difícil

Essa semana foi bem estranha. Mais intensa do que eu esperava, mais reveladora do que eu precisava e bem diferente do que eu queria. Mas um dia eu vou aprender a me controlar para não provocar mais essas situações que me enlouquecem e se tudo der certo eu aproveito o embalo e aprendo a controlar meus sentimentos pra pelo menos passar a dedicá-los à pessoa certa. Sinceramente eu tô cansada demais de mim e dos meus erros. Cansada de nada dar certo pra mim. No começo essa história era até divertida, porque eu não queria futuro mesmo, mas já perdeu a graça. Eu mudei e minhas necessidades me acompanharam. Eu quero alguém que possa estar aqui quando eu precisar e que quando estiver seja por inteiro. Não importa se será por um mês, por um ano ou por uma vida desde que seja. Há um tempo atrás, a Tati Bernardi escreveu um texto chamado A de verdade em que ela falava sobre um momento em que não se pode mais continuar sendo a que goza e ri em horários encaixados. Na primeira vez em que eu li eu ainda sentia necessidade de ser essa garota, porque o amor é mais simples quando se foge dele e optar por ser a outra é uma forma bem eficaz de fugir. Eu já tive esse meu momento, mas não sei se ainda consigo viver assim. Eu quero mais, eu preciso de mais. Porque gozar e rir em horários encaixados pode até ser bom, mas agora eu quero poder gozar e rir e beijar e abraçar e ter e sentir e  amar e o que der vontade em qualquer horário. Não consigo mais essa coisa de não ser a de verdade. Bem que eu queria conseguir, mas não dá. Porque eu preciso de coisas que fazem tanta falta que chega a doer. E o pouco não completa essa falta, nem acaba com a dor. Você pode passar anos fugindo da vida e do amor, mas um dia eles te alcançam e aí não há escapatória. Eu acho que esse dia chegou pra mim, agora falta avisar meu coração que ele está proibido de se apaixonar por todo e qualquer homem que não possa ser meu por inteiro na hora que eu quiser.
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.”
- Vinícius de Moraes

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