quarta-feira, outubro 28, 2009

I can’t take my eyes of you. ♪

E essa é a maior verdade na minha vida hoje, por mais conotativo que possa ser o sentido dessa afirmação. A cada dia que passa, mais eu me dou conta de que já não é questão de escolha. Assim como não é uma questão racional. Na verdade fazer sentido é algo que passa longe da minha vida há tempos. Entretanto, a falta de sentido não torna as coisas mais fáceis, nem menos intensas. E ninguém pode imaginar o quanto eu gostaria que tornasse. É realmente uma pena eu não ter controle sobre minhas vontades e meus amores. Porque eu definitivamente não teria amado, gostado, me apaixonado ou o que for, por nenhum dos homens pelos quais eu já senti alguma coisa na vida. Porque por mais divertida que possa ser essa história de preferir o errado, um dia cansa. Principalmente quando se tem certa aversão ao erro como eu. Provavelmente esse meu último erro foi o pior de todos os tempos, mesmo tendo sido o que trouxe as menores consequências. Foi o pior porque eu me tornei dependente de algo que eu nunca tive, de nenhuma maneira. Enquanto esse algo sempre me teve, de todas as maneiras. Esse paradoxo não é nada agradável quando se fala em sentimentos, ou nesse caso, a falta deles. E logo eu que odeio me arrepender mais até do que odeio errar me forço admitir que eu me arrependo. Me arrependo por ter permitido que isso começasse, e por todas as vezes que permiti que não fosse o fim. Me arrependo por ter aceitado desculpas, mentiras e promessas. Me arrependo como nunca antes me arrependi. Me arrependo por ter cometido um grande erro que nem valeu a pena. E me arrependo principalmente por saber que mesmo admitindo que isso tudo é um grande erro eu já não sou mais capaz de esquecer e deixar pra lá. Porque nesses quase dois meses ele me trouxe de volta à vida. Claro que houveram diversos momentos ruins, mas quem disse que a vida é feita apenas de bons momentos ? E depois de tanto aprendizado, eu chego a conclusão de que sangrar é infinitamente melhor que não sentir. Sendo assim, mesmo que vida não seja sinônimo de felicidade, eu continuo preferindo ele. Porque é melhor sofrer vivendo que não sentir existindo. E porque quando as coisas estão certas, e o universo conspira a meu favor por uns instantes, ele volta a ser tudo aquilo pelo que eu me encantei e me traz de novo aquela paz e aquela calma que eu não sei descrever. E aproveitando que esse texto me fez capaz de admitir muitas fraquezas, eu admito que por mais mal que me faça, sempre que a escolha depender de mim eu escolho ele. Sempre ele. Mil vezes, em mil vidas, até que sejamos certos. Ou até que eu me canse de errar.
“I can’t take my mind of you.” ♪


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