segunda-feira, outubro 05, 2009

Eu, o mundo, a indiferença e os dias ruins.

Eu queria saber porque certas coisas só acontecem comigo. Logo eu que não tenho paciência com o mundo, nem gosto de muitas pessoas. Parece que justamente por isso, as poucas pessoas de quem eu gosto estão predestinadas a me irritar e fazer da minha vida um inferno. E se não fosse a minha indiferença para/com o mundo e as mais de duzentas horas de música boa que eu tenho no computador elas conseguiriam. Tudo que eu queria da vida era viver minha loucura em paz. Mas até esse direito o mundo me tirou. Eu fui obrigada a conviver com outras pessoas, me apaixonar, odiar, enfim, ter todos esses sentimentos inúteis que só servem para tirar nossas vidas do seu curso natural. E isso tudo só fez aumentar minha loucura, e fez com que tudo fizesse menos sentido (ou sentido nenhum). E logo eu, que em algum dia fui completamente imune a todo e qualquer tipo de sentimento me tornei dependente deles. De todos eles. Porque eles me dominaram de tal forma que hoje eu sou todos os sentimentos que puderes imaginar em uma só pessoa. E é essa mistura de sentimentos que estraga meus domingos, minhas segundas e outros dias quaisquer. Porque depois de me apegar eu não consigo mais ser indiferente. Eu até posso ser indiferente às pessoas chatas, aos invejosos, aos burros, e aos idiotas. Mas nunca conseguirei ser indiferente àqueles que me conquistaram de alguma forma. E é por isso que hoje eu passei algumas horas espumando de raiva. E é por isso que às vezes eu tenho vontade de mandar o mundo inteiro pra putaqueopariu e fugir pra um lugar isolado, longe de tudo e todos. Ou então fugir pro lugar mais exposto que eu puder encontrar e me mostrar ao máximo, só pra irritar àqueles me odeiam pelo simples fato de saberem que nunca serão tão livres, tão felizes, tão tristes ou tão qualquer outra coisa que eu sou. Mesmo que minhas ideias sejam totalmente contrárias uma a outra, ambas me agradam muito. Porém, eu confesso que prefiro a segunda, porque ela faria com que eu me permitisse mais e voasse mais e enlouquecesse mais e consequentemente, fosse mais feliz e mais triste. Me permitindo mais eu me sentiria mais viva. E quanto mais viva e livre eu for, mais fácil é me desvencilhar das pessoas que me cercam. Espero pelo dia em que eu conseguirei ser indiferente à tudo e apenas dançar com vida, de bar em bar. Mas até chegar lá eu me importarei, portanto, até chegar lá haverão domingos horríveis. E segundas ainda piores.

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