quinta-feira, setembro 17, 2009

Eu, os chatos e a minha velha incoerência.

Eu preciso de tantas coisas. Preciso de oxigênio, de muitas pessoas a minha volta, preciso de música, de dinheiro. Eu preciso de algo (ou alguém) que me faça perder o folego, preciso de solidão, preciso  de paz. Eu preciso sentir. Sentir qualquer coisa que esteja ao alcance dos meus sentidos. Eu preciso de rock, muito rock, sempre o rock. Pra me perder e viajar nos riffs da guitarra e pra me encontrar no mundo e pra me entender. Eu preciso de álcool e carinhos constantes, e uns cigarros de vez em quando. E principalmente eu preciso viver, viver tudo que eu puder, o mais rápido e intensamente possível. E depois traduzir cada vivência e cada sentimento e cada sensação em palavras. Porque a minha vida só é minha quando se perde por entre as linhas desconexas dos meus textos. Não há lugar melhor pra falar tudo que se tem pra falar. Nem há maneira mais libertadora de se expressar. Palavras escritas podem revelar a alma que os gestos e as falas ensaiadas por vezes escondem. Eu estou toda aqui em cada vírgula que escrevo, exposta a quem tiver interesse de conhecer. Porém é necessária certa dose de loucura e compreensão da incoerência humana para compreender-me. Mas também, quem disse que eu queria ser compreendida pelas pobres e infelizes pessoas normais ? Esses chatos com suas vidas de mentira e seus amores de mentira e suas verdades de mentira. Prefiro minha loucura, minha incoerência e minhas contradições. As minhas contradições que tornam tudo mais divertido. A minha total falta de sentido e as voltas que minha cabeça dá. Coisas que fazem com que eu me destaque até num hospício em meio a semelhantes. Coisas que provocam o ódio de tantas pessoas, porque sempre se odeia tudo aquilo que não se compreende. E raramente se compreende aquilo que não faz parte de nós. E não adianta, por mais que se tente mudar, algumas pessoas nasceram destinadas à chatice e à normalidade. São aquelas pessoas que sempre vão viver a mesma vidinha, e vão se conformar com isso. Porque os chatos se conformam. Se conformam com o amor fingido, com o querer pela metade, com a falta de vida, com a ausência de emoção. Os chatos se conformam em ser meros coadjuvantes de suas próprias vidas. E eles não precisam de novidade, nem de loucura e nem de contradições. Se sentem completos com sua mediocridade. Enquanto eu crio a vida e bagunço ela o tempo toda por mera diversão eu vejo várias pessoas imitando a vida e imitando a loucura e imitando a contradição. Mal sabem elas que suas imitações são tão chatas quanto suas vidas. E como já dizia Cazuza, só não a perdão para o chato.

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