domingo, agosto 09, 2009

Something like hell.

Sabe quando tu quer chorar mas as lágrimas não caem; e tu quer correr, mas tuas pernas estão muito pesadas; e tu quer vomitar mas não consegue; e tu quer desistir mas a vontade de ganhar ainda é forte, só que tu tenta continuar e tuas forças já se foram; e tu fica num estado totalmente alheio ao resto do mundo; e parece que nada disso é tua vida, como se nada fosse real ? Tá, tudo bem se tu não sabe. Esse inferno não é uma coisa normal mesmo. Mas eu só queria poder dormir a noite, e me importar com alguma coisa, e alguém pra me abraçar quando tudo desse errado. E eu queria, ah como eu queria que esse vazio aqui dentro sumisse. Será que é pedir demais ? Eu não acho que seja. Mas também nem sei mais, porque eu cometi muitos erros, e erros nunca ficam impunes. Tudo fica tão mais difícil quando se perde totalmente a fé e as coisas em volta começam a desabar, como castelos de cartas. O que ontem era óbvio, hoje já parece não fazer o menor sentido. O que ontem era amor, hoje é indiferença; e o que ontem era indiferença, hoje é.. amor ? As coisas são tão sem explicação, tão incoerentes que às vezes eu acho que eu enlouqueci. Mas não enlouquecer desse meu jeito divertido. Eu acho que enlouqueci de um jeito trágico, doentio. Porque simplesmente minhas palavras e pensamentos não fazem o menor sentindo. E as pessoas ao meu redor conseguem até sorrir enquanto eu fico simplesmente alheia a tudo, como quem observa um filme europeu daqueles bem chatos que não acabam nunca. Parece que o meu mundo cresceu demais, mas não tem mais lugar pra mim ali e agora ele vai me engolir. Eu queria poder dormir pra sempre e esperar isso tudo acabar, ver se simplesmente vai tudo embora. Mas eu temo que nunca acabe e eu fique presa pra sempre. Seja lá o que isso quer dizer. Será que não dá pra simplesmente formatar a vida, como o HD de um computador ? Excluir tudo e recomeçar do zero seria o ideal. Mas aí já é utopia demais. Não se pode esperar que o mundo pare, volte ou gire mais rápido para que possamos fazer tudo certo. As escolhas que fazemos nunca tem volta, não uma volta completa. E eu acabo de descobrir que sempre há um momento para voltar atrás antes que a corda aperte e você se enforque, mas não tem como impedir que mais cedo ou mais tarde você se afogue em si mesmo.

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