segunda-feira, julho 06, 2009

A semente da discórdia.

No caminho pra casa eu comecei a pensar numa conversa que eu tive com o Patrick (meu melhor amigo e irmão gêmeo separado no nascimento), esse fim de semana. Entre as muitas bobagens incrivelmente importantes sobre as quais nós falamos, surgiu um assunto que no mínimo me diverte: a minha propensão a semear a discórdia entre as pessoas. Eu confesso que acho isso muito legal, o que de inicio me pareceu um tanto doentio até eu me dar conta de uma coisa, eu não semeio a discórdia, eu apenas faço aparecer aquelas verdadezinhas chatas e incomodas que as pessoas insistem em varrer pra debaixo do tapete (não se iludam, eu tenho várias dessas). Então, pra minha total decepção (e daqueles que gostam de me culpar por tudo de ruim que acontece), eu não sou a causa da guerra, apenas dou o primeiro tiro pra que a briga comece de uma vez. O problema real, normalmente é bem maior que eu, mas é mais fácil combater os sintomas que a causa né ?! Das muitas coisas que eu já aprendi quebrando a cara nessa vida, uma das mais importantes foi que o problema nunca é alguém ou alguma coisa, o problema SEMPRE é a gente. Óbvio que é mais fácil culpar qualquer desavisado que cruze o nosso caminho, porém, isso não resolve nada. É uma escolha de cada um acreditar nas suas próprias teorias de conspiração ou abrir os olhos pra verdade e assim tentar resolver os problemas. Eu sempre tento a segunda opção, por ser definitiva. Normalmente quando a gente culpa alguém, o nosso problema real tá ligado a uma enorme insegurança. Isso acontece por diversos motivos, já que todo mundo é um pouco inseguro por algum motivo. A questão principal é que sobre algumas coisas na vida não se pode ser inseguro, porque se há medo, é porque há algo errado. Eu tenho milhares de dúvidas e inseguranças, mas quando eu tenho que confiar em alguma coisa, ou eu confio ou caio fora. Cansei de ficar tentando culpar os outros pelas minhas falhas, independente do tipo de falha que for. Se o amor da minha vida me traiu, a culpa não é da vagabunda que ficou com ele, e sim minha que não soube escolher bem o meu amor. Se eu perdi alguns amigos, a culpa não é deles, é minha, porque em algum momento eu cometi algum erro. Se a minha vida tá uma merda, a culpa não é do meu colega que me encheu o saco na aula, nem da professora mal comida que me deixou abaixo da média, nem do cara da padaria que não fez meu pastel preferido, nem da minha internet que resolveu não funcionar, nem da guria que deu em cima do meu love. A culpa é minha, e dos meus problemas que eu tento esconder. A discórdia só se propaga onde a paz já está distante a tempos. E ela não pode ser semeada por ninguém além de nós mesmos. Sei que esse texto cairá como uma luva pra diversas pessoas que adoram me culpar pelos seus fracassos. E são diversas mesmo, sem exagero. Eu vou rir de todas por provavelmente acharem que eu tô errada. Pelo menos eu durmo em paz todas as noites, tendo total confiança nas minhas escolhas e nas minhas verdades. E ao contrário de muitos que eu vejo por aí, isso não é da boca pra fora.

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