sexta-feira, junho 19, 2009

Pra puta o pariu com o amor eterno.

Essa história de ‘pra sempre’ me irrita um pouco. Eu acho que banalizaram demais a eternidade. Todo mundo quer ficar junto pra sempre, amar pra sempre, trepar pra sempre, ou o diabo que for. Eu não entendo isso. Não entendo essa certeza tão absoluta sobre coisas que não são assim tão essenciais. Como saber que quer pra sempre alguém que se namora a um ano ou dois ? Ah, pro inferno com essa história de que eu não amo, não tenho sentimentos e não sei o que. Amo muito mais que a maioria das menininhas volúveis que amam tantas pessoas que nem cabem em um orkut só. Amo mais que essa imensa maioria que ama alguém diferente a cada semana. Um amor que evapora, se vai com o vento. Amor que não deixa marca, que não deixa saudade, que não deixa dor, que não faz chorar, não faz o coração bater diferente. Amor que é amor só da boca pra fora, que nem esse ‘pra sempre’ que nem é pra sempre porra nenhuma. Amor pra ser amor não precisa ser pra sempre. Raramente é. Amor pra sempre só o amor-próprio e olhe lá. Eu não acredito em amor a primeira vista, não acredito em amar duas pessoas ao mesmo tempo, nem em deixar de amar do dia pra noite. Amor surge com o tempo, a convivência, as experiências. E amor morre com o tempo também, com as mentiras, as decepções, as traições. Acho o ‘pra sempre’ muito relativo. E mais, acho que esse ‘pra sempre’ aí das menininhas com seus saltos finas, seus sorrisinhos afetados, suas pseudo-teorias sobre a vida e seus namorados pseudo-apaixonados não é nem até o ano que vem. Eu não sei se eu vou amar alguém pra sempre. Acho que não. Eu não quero nem viver pra sempre, imagina amar, chorar, sofrer, brigar, fazer as pazes, prometer, acreditar, entender, explicar, aceitar, e tudo mais que a gente tem que fazer pro amor dar certo. Pra sempre é tempo demais, é uma promessa que raramente se cumpre e eu odeio promessas não cumpridas. Por isso eu quero que se fodam pra sempre todos os casaizinhos pseudo-apaixonados com suas juras de amor eterno que duram até no máximo a próxima estação. Eu prefiro ficar com a minha indecisão, minha insegurança, meu medo, minha loucura, meu bode de gente, minha futilidade, minha arrogância e talvez o meu amor-próprio, não pra sempre, mas pelo menos enquanto eu existir. Acho que há grande possibilidade de dar boas risadas no futuro vendo que meus defeitos, minhas neuras e essa minha mania irritante de verdade continuam aqui, enquanto aqueles amores eternos se desfizeram com o tempo e jazem esquecidos em algum canto da memória. Eu aprendi que o tempo é relativo e que o incerto é tão bom que nem tem porque fingir saber o futuro. Até porque, às vezes nem tem porque querer um futuro.

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