quinta-feira, maio 28, 2009

E o futuro?

Ultimamente eu tenho pensado muito sobre quem eu vou ser no futuro. Não apenas por eu estar me preparando para prestar vestibular, o que implica em escolher uma profissão, mas também porque me imagino atuando nela, sendo a Gabe advogada (provavelmente). Só há um porém nisso tudo, eu nem sei direito quem eu sou agora. Uma vez eu escrevi um texto muito louco falando sobre como eu sou e como eu seria, as coisas que nunca mudariam em mim, o que eu faria na vida.. É mais ou menos eu me vendo do futuro mas sendo quase igual o que eu sou hoje (eu disse que o texto era louco). Mas eu nem sei bem o que eu sou hoje. Apesar de ter algumas ideias e convicções que me acompanham a anos e provavelmente estarão comigo sempre, como a paixão pelo Grêmio, minhas ideias (minhas porque são as ideias e não os ideais - reforma do diabo) políticas, a maioria do que eu sou hoje é totalmente diferente do que eu era ontem. O mundo muda o tempo todo e poucas coisas na vida são certas. A gente, invariavelmente acompanha essas mudanças. Não por volubilidade, mas porque esse é o ciclo natural das coisas. Quem não muda se torna algo ultrapassado, como uma calça jeans da coleção antiga que apodrece na prateleira, ou aquelas folhas de fichário da Barbie do ano retrasado que estão se desmanchando no Bourbon e só eu compro (porque é a folha mais linda). Uma vez que eu nem sei bem que eu sou hoje, como eu saberia quem ou o quê eu vou ser daqui a cinco ou seis anos quando estiver formada ? Como saber se minhas ideias serão as mesmas ? E se eu passar cinco anos na faculdade pra me dar conta de que não era nada disso que eu queria ? Ou pior, se eu me der conta que eu até queria, mas não nasci pra isso ? Que merda. É tão burro ter que fazer tantas escolhas tão cedo. Eu mal consigo escolher uma roupa pra ir pra aula, imagina escolher o que vou fazer pro resto da minha vida?! Na verdade, acertar essa escolha é quase como tentar fazer gol cobrando um tiro de meta. A chance da bola ir parar depois da casa do caralho é enorme, mas há também a chance de o goleiro adversário estar tomando água, amarrando a chuteira ou batendo um papo com o zagueiro e a bola entrar fazendo com que tu marque o gol mais foda da rodada. Apesar da minha comparação não fazer sentido pra maioria das pessoas, a vida é muito parecida com um jogo de futebol. Portanto, assim como no futebol, na vida não existe jogo jogado, só se sabe o resultado final quando o juiz apita apontando o centro do campo e pede a bola. Isso quer dizer que não adianta arrancar os cabelos tentando adivinhar o que vai ser, o negócio é esperar e viver o presente da melhor forma possível e isso pelo menos eu sei que eu sei fazer bem pra caralho.

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