terça-feira, maio 26, 2009

Deve haver um começo para que haja um fim.

Definitivamente não há nada pior que o sentimento de perda, mesmo que se esteja perdendo algo que nem se tem de verdade. Eu não queria ter pensado sobre isso, mas foi inevitável não viajar através das lembranças lendo uma das coisas mais tristes que já passou pelos meus olhos. O começo do livro ‘Lua Nova’, junto com a melodia triste da música que eu tô ouvindo (Miracle - Foo Fighters), trouxeram aquelas coisas de voltas e eu senti tudo de novo tão intensamente como se fosse a primeira vez. As palavras de adeus que pareciam tanto com as que eu já conhecia. E aquela sensação terrível, de que nada pode mudar o que está acontecendo. Eu vi ele partindo de novo, mesmo que eu nunca o tenha visto chegar (talvez porque ele nunca tenha vindo de fato). Cada pedaço do meu corpo sentiu falta de algo que eu nem conheço bem e o mundo parecia vazio mais uma vez. As lágrimas imploravam pra cair e eu vi que ainda faria tudo para ele ser meu Mesmo sabendo que ele definitivamente não me ama e que eu provavelmente não sinta por ele o maior dos meus amores. É só essa coisa estranha que eu não sei explicar pelo simples fato de não compreender. Esse sentimento maluco, insano demais até pra mim. Assustador pra quem quer que seja. Mas, mais intenso que qualquer coisa que eu já tenha sentido. Mesmo não sendo a mais forte. Eu não sei falar direito sobre isso porque me deixa perdida e eu não gosto de me perder assim. Também não gosto desse vazio imenso que se abre aqui dentro de mim quando penso sobre isso. O mais estranho é pensar que eu enxerguei tudo ali, nas páginas daquele livro, o afastamento lento demais para ser discutido, porém demasiadamente rápido para ser impedido. O fim aparentemente insignificante como se nada tivesse se nada tivesse realmente acontecido, como se os sentimentos não fossem reais. De alguma forma, o “Cuide-se” do Edward se pareceu muito com um “Eu te desejo muita sorte em tudo viu?!”. Da mesma forma que não há porque Bella se cuidar se terá que viver sem ele, eu não via como poderia haver sorte se teria que estar longe dele. Na verdade ainda não vejo e é isso que me perturba tanto nessa história toda. O fim do que nem começou, mas doeu mais que qualquer outra coisa. E essa sensação de que um dia ainda vai começar, mesmo que seja o começo do fim.

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