sábado, julho 10, 2010

05/02/2008

tumblr_l456b8AoGR1qatgeso1_500_large_largeEra um lindo dia de sol, o clima estava muito bom o que era raro se tratando de fevereiro. Eu fui andando até lá. Estava um pouco apreensiva, mas nada exagerado. Era apenas mais um, alguém com que me distrairia por uma tarde. Apenas companhia já que era carnaval e provavelmente éramos as únicas pessoas interessantes na cidade. Eu cheguei, olhei pra ele e ele sorriu. O mesmo sorriso no qual eu penso sempre que me pego sonhando acordada, rindo sozinha. Acho que provavelmente foi ali naquele sorriso que ele entrou em mim pra ficar pra sempre nos meus pensamentos. Entramos no cinema e o simples fato de estarmos ali já era estranho, fazia algum tempo que alguém não me convidava para ir no cinema e isso me fazia rir. As coisas ficaram mais estranhas ainda quando eu percebi que ele estava olhando o filme. Como assim, ele me convida pra vir aqui, eu faço chapinha, me arrumo de um jeito meio desarrumado para parecer casual, pra parecer que eu não ligo e ele fica olhando o filme ? Pois é, acho que aí foi a segunda razão pra ele não ser mais esquecido. Eu tenho essa mania masoquista de querer tudo que eu não tenho. Se ele tivesse me agarrado com menos de dois minutos de filme eu teria enjoado dele antes da Sam morrer. Ele provavelmente sabia disso. Porque ele provavelmente levava menininhas assim ao cinema toda semana. Mas independente de ser intencional ou não, aquela atitude provocou em mim coisas que eu não sentia a algum tempo. E quando ele virou pra mim e me olhou com aqueles olhos tão lindos que da vontade de ficar olhando pra sempre e perguntou se podia me dar um beijo. Ah, foi aí que não teve mais volta. Depois disso a única coisa que eu queria é ficar parada ali olhando pra ele com a cara de boba que eu devo ter feito diante dessa pergunta. A minha vontade era gritar ‘ Se tu pode me beijar ? Ah, pode me beijar, abraçar, me levar pra casa, cuidar de mim e fazer o que mais tu quiser. A única coisa que eu quero é que tu me olhe assim pro resto da vida.’ Mas eu não disse isso porque ele iria achar que eu era louca. Me contentei com um simples ‘Pode’ e ele me beijou. E foi lindo. Melhor que esses beijinhos sem graça dos contos de fada. Melhor que se eu tivesse ido lá porquê queria muito ficar com ele. Muito melhor que se ele tivesse me beijado com dois minutos de filme. Melhor do que eu esperava que fosse ser um beijo entre todos que eu pretendia dar ao longo da minha vida. E quando ele me abraçou e eu deitei a cabeça no ombro dele e ele me olhava daquele jeito que só ele olha e eu me sentia a pessoa mais especial do mundo. Ai ai.. Onde ele estava todo esse tempo ? Ele era tudo que eu queria, e a gente não estava nem na metade do filme. O filme acabou e tinha sido o melhor filme que eu já tinha visto na vida. E eu nunca tinha gostado tanto de ir no cinema. E nunca tinha sido tão bom sair do cinema abraçada com alguém. Porque sim, a gente saiu de lá abraçados e andamos de mãos dadas na rua e eu queria tanto que o tempo parasse pra eu ficar ali pra sempre. Eu tava flutuando, como a muito tempo eu não fazia. Eu nem lembrava mais como era. É tão bom. Ouvir ele contando a vida dele também é bom. Saber das recuperações que ele pegou no último ano, das escolas que ele estudou, o gosto pra música igualzinho ao meu. Ele falava e eu ali olhando pra ele com cara de boba, quase babando. E quando ele levantou e perguntou se eu queria um milkshake eu pensei ‘ Oi ? milkshake ? que milkshake ? não quero nada não. nem vai lá, fica aqui pra eu te olhar mais um pouco e babar mais um pouco e sonhar mais um pouco com a gente casando e tendo filhos.’. Foi tudo tão perfeito demais, e eu nem estava muito afim dele. E depois eu não conseguia parar de beijar ele. Ele tinha que entrar, e eu tinha que ir pra casa. Mas eu queria tanto entrar nele e viver ali pra sempre. Ser ele e ele ser eu. Queria que não tivesse acabado nunca aquele momento. Mas acabou. E algum tempo depois, acabou a possibilidade do momento se repetir. Agora só sobraram as lembranças, tão vivas e tão presentes em tudo que eu faço. O que me dá certo conforto é o sonho de que um dia, talvez, eu possa sentir aquilo de novo. Enquanto isso, eu me contento em cruzar com ele na rua e voltar pra casa rindo por ter visto aquele sorriso tão lindo mais uma vez e pelo meu coração que ainda bate mais rápido perto dele mesmo depois de tanto tempo. Enquanto ele bater há esperança. E enquanto houver esperança eu espero.

4 comentários:

  1. "...E enquanto houver esperança eu espero."

    NOSSA, que tudo tudo tudo tudo tudo tudo tudo *-*

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  2. gostei muito. Só podia ter uma fotinha pra imaginação fluir xD

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  3. Muito lindo o teu blog, e os teus textos, parabéns .-.

    Estou te seguindo, segue?
    http://cgw-sonhoperdido.blogspot.com/

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  4. que lembrança linda!!
    o bom desses momentos marcantes é que quando acabam ainda podemos lembrar com carinho :D

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