terça-feira, março 10, 2009

Hábitos malucos, palavras contraditórias e uma aspirante a intelectual.

Eu tenho o hábito de falar sozinha. Coisa de maluco né ? Minha mãe também acha. Na verdade, é apenas falta de alguém que entenda o que eu falo. Não é que eu me ache um ser extremamente superior intelectualmente (tá, eu acho um pouco), mas é que as pessoas normalmente têm dificuldades para acompanhar meus raciocínios, ou acham que eu tenho ideias meio anormais. Enfim, o fato é que na falta de alguém para conversar eu desenvolvi esse hábito de maluco que faz com que a minha mãe e a minha irmã passem horas rindo de mim (eu falo alto até quando converso sozinha). Para amenizar esse problema, ou tentar pelo menos, eu resolvi escrever. Comecei com algumas bobagens no meu fotolog. Depois vieram grandes bobagens (pela quantidade de palavras, não pela qualidade delas), e começaram a surgir textos que algumas pessoas dizem ser bons. Eu particularmente não gosto tanto assim deles, só de alguns. Mas se alguém dedica seu tempo a eles tentarei melhora-los com o passar do tempo. Se alguém ler isso irá se perguntar o porquê de todas essas explicações à respeito das minhas loucuras. Não existe um porquê, assim como não existe sentido nenhum em nada que eu escrevo, são apenas palavras que vêm como se eu estivesse falando comigo mesma. Não faz o menor sentido né ? Eu imaginei. Mas quem tem o hábito de ler o que eu escrevo sabe que eu não faço sentido. E eu meio que gosto de ser assim. Acho tão sem graça essas pessoas que saem por aí fazendo tudo certinho, seguindo a lógica, amando quem as ama de volta, ouvindo as músicas da moda, lendo escritores consagrados, tomando cerveja e levando uma vida normal. Pessoas que falam com o terapeuta ao invés do espelho (o que um dia pagará minhas contas) e me olham como se eu fosse de outro planeta. Tá, eu não gosto de quase ninguém, não tenho paciência para as futilidades alheias, não gosto de música que tá na moda, nem do bar que tá na moda, nem do sapato (desconfortável) que tá na moda e nem de cerveja. Eu não leio autores consagrados, acho eles um porre. Prefiro blogs com textos escritos na primeira pessoa, cheios dos malditos vícios de linguagem – que eu nem sei bem o que é – e que falam sobre coisas que farão diferença na minha vida. Eu não finjo que estou prestando atenção na aula só pro professor achar que eu me interesso pelo que ele tá falando. Eu nem ao menos finjo prestar atenção nas bobagens que as pessoas falam a minha volta. Acho tão blasé fazer as coisas que todo mundo faz. Acho tão burro questionar o mundo só pra ser diferente. Acho hilário ser diferente pra se enturmar. As pessoas se preocupam tanto com a opinião dos outros que nem se dão conta que as melhores opiniões são aquelas que surgem em uma conversa maluca em frente ao espelho, ou no meio de um monte de bobagens escritas nesses blogs sem sentido desses aspirantes à intelectuais que você encontra aí pela internet.

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